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Acompanhe o trabalho do deputado Antônio Jorge na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e em outras bandeiras defendidas pelo parlamentar.





04 Outubro, 2017

Autoestima é chave para vencer o câncer de mama (04/10/2017 00:00:00)

Autoestima é chave para vencer o câncer de mama

 

“Quando você recebe o diagnóstico de câncer de mama, é como uma sentença de morte. E muitas mulheres que estavam em tratamento comigo de fato morreram. Mas eu estou aqui para provar que há cura.” O misto de desabafo e alerta é de Ediana Alves de Figueiredo, 44 anos, uma das pacientes do Instituto Mário Penna que desfilou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (3/10/17), durante audiência da Comissão de Saúde.

Ediana e outras seis modelos levaram para a passarela histórias de vida diferentes, todas elas transformadas pelo câncer. A professora de Ribeirão das Neves (RMBH) descobriu a doença há dois anos e, em fase final de tratamento, faz um balanço: “Aprendi a valorizar coisas simples, uma comida gostosa, um banho”, conta, salientando que muitas dessas ações cotidianas “não tinham graça” durante a doença.

A reunião foi uma das ações do Legislativo na campanha mundial Outubro Rosa, que preconiza o diagnóstico precoce do câncer de mama como fator de sobrevida das pacientes. O mastologista Leandro Cruz Ramires da Silva, da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, endossa que o câncer no estágio 1 tem 95% de chance de cura e gasto de R$ 5 mil no tratamento. Na outra ponta, quase não há sobrevida.

O deputado Antônio Jorge (PPS), que foi gestor da saúde no último ciclo de Governo, lamentou a “desconstrução” de ações que se mostraram efetivas no diagnóstico da doença. Uma delas foi a dispensa do pedido médico para mamografia entre 40 e 50 anos, faixa que responde por 25% dos casos. “Saímos do 13º lugar para o 1º lugar no ranking de mamografia per capita na faixa de rastreio”, lembra.

Ainda de acordo com o deputado, dos 14 caminhões que percorriam o Estado para a realização de exames, apenas seis estão em operação. “Temos que pressionar para retomar esse trabalho. E precisamos diminuir o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento”, afirmou.

Humanização – A importância do tratamento humanizado da doença também foi destacada na audiência. Maria Ângela Ferraz Mosqueira dirige esse trabalho no Instituto Mário Penna e afirma que o desfile, que eleva a autoestima, também agrega valor ao tratamento médico. “O câncer é cruel, mas há beleza no seu enfrentamento e na superação”, pontua.

Paciente se apoia na fé para superar a doença

Autoestima e fé são a marca de Joana D’arc de Araújo, 55 anos. Ela estava há três anos sem fazer mamografia quando percebeu um pequeno caroço na mama, no ano passado. “Logo no diagnóstico, pensei que era um propósito de Deus na minha vida. E me sinto carregada no colo por ele. Nesse período, muitas coisas me foram acrescentadas. Minha família me apoiou. Me sinto forte emocionalmente”, celebra.

Com base na própria experiência, Joana reforça a necessidade da mamografia, para se evitar um diagnóstico incorreto. Esse foi um drama vivido por Daiane Aparecida Oliveira, 31 anos, que suspeitou de menopausa e se tratou de anemia por muito tempo, até descobrir que tinha um Linfoma de Hodgkin. Hoje, cumpre o quinto de oito ciclos de tratamento. “Me sinto uma diva na passarela”, comemora a modelo.

Mutirão – Carolina Mourão Rossi, superintendente hospitalar do Instituto Mário Penna, falou pelos médicos e gestores presentes à audiência e anunciou que 1.500 mamografias serão oferecidas neste mês, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte. Os exames devem ser marcados diretamente nos hospitais Mário Penna e Luxemburgo.

Emoção – A audiência foi encerrada com música e com a emoção de familiares e amigos das pacientes. Elaine Maria da Silva Ribeiro chorou ao ver a irmã, Eliana, desfilando. “A doença uniu ainda mais nossa família. Eliana é exemplo de superação”, afirmou.

 

 
 
 

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