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Acompanhe o trabalho do deputado Antônio Jorge na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e em outras bandeiras defendidas pelo parlamentar.





02 Outubro, 2017

Tratamento e controle do câncer de mama (02/10/2017 00:00:00)

Tratamento e controle do câncer de mama

 
Alertar sobre a mamografia como estratégia para aumentar as chances de cura do câncer de mama sempre foi uma preocupação do deputado Antônio Jorge (PPS). Em 2011, a alta incidência da doença entre as mulheres mineiras levou o então secretário estadual de Saúde a ampliar a faixa etária para a realização de mamografias por rastreio.  A partir daquele ano, somente em Minas, mulheres de 40 a 69 anos passaram a ser convidadas a fazerem mamografias de dois em dois anos. Com esta decisão, as ações se expandiram e foram reunidas no Programa Estadual de Prevenção e Controle do Câncer de Mama.

Hoje, o deputado Antônio Jorge lamenta o retrocesso do programa e falta de prioridade dessa gestão. “O correto é avaliar o que não funciona e ir além. Quando necessário, as ações devem ser revistas, mas não meramente desqualificadas e descontinuadas”. Para Antônio Jorge, além da visão crítica, cabe aos governantes a solução do problema. “Se o câncer de mama já foi quase um diagnóstico de condenação da paciente, as intervenções feitas pelo Governo estadual de 2011 a 2014 disseminaram uma nova cultura da doença como doença tratável, desde que diagnosticada precocemente. 

Avanços
Mais do que ampliar a faixa etária, com o programa, a SES/MG, liderada por Antônio Jorge, melhorou o acesso à mamografia e ao ultrassom e passou a disponibilizar dez mamógrafos móveis para cobrir vazios assistenciais, além de instalar um call center para monitorar a qualidade dos serviços ofertados e diminuir o abandono do tratamento.

Se em 2000, Minas realizava 150 mil mamografias;em 2013 foram realizadas quase 600 mil e em 2014 esse número beirou os 800 mil. Esse resultado, muito expressivo, fez de Minas o Estado com maior número de mamografias por habitante na faixa do rastreio, um esforço coletivo da sociedade que demonstrou o êxito da política.

Segundo o deputado Antonio Jorge (PPS), a certeza que 25% das mortes poderiam ser evitadas levou o Governo de Minas a criar o programa e a assumir, com recursos próprios o tratamento das pacientes a partir de 40 anos, o incentivo aos prestadores que iniciassem o tratamento da paciente em até 30 dias, os mamógrafos móveis e o call center. 

As taxas elevadas são, muito provavelmente, a consequência de um diagnóstico tardio da doença, quando o câncer está em estágios avançados, dificultando o tratamento deste, que é o tipo que é o que mais mata no Brasil. A cada hora, seis brasileiras recebem a notícia de que têm a doença. A única forma de aumentar as chances de cura do câncer de mama é com o diagnóstico precoce. A partir da mamografia é possível descobrir a doença na fase inicial. Por isso, o programa teve como foco a mamografia.

Minas também inovou ao inserir no programa a Mobilização Social como estatégia de Comunicação “Os exames e o tratamento estavam disponíveis. Mas era preciso que as mulheres soubessem disso, conhecessem os seus direitos. Por isso a presença e a atuação dos meios de comunicação social foi importante para mobilizar e convencer as mulheres a realizarem o exame”.

O resultado, com a soma de todas essas estratégias, não demorou a aparecer. Se em 2000, Minas Gerais contabilizava 156 mil mamografias, com a implantação do programa o número de mamografias saltou para mais de meio milhão, um resultado que fez de Minas uma referência em prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

Requisição na UBS

Para melhorar o acesso ao exame, a SES/MG definiu, com o apoio das Sociedades Mineira e  Brasileira de Mastologia, que mulheres na faixa etária prioritária não precisariam passar por uma consulta médica para realização da mamografia. Bastava comparecer uma unidade básica de saúde, apresentar um documento com foto, que comprovasse que a mesma estava dentro da faixa etária estabelecida, e retirar a sua Requisição de Mamografia. O agendamento do exame era realizado na unidade onde a mulher retirava a requisição.


Acesso ao ultrassom


Mas, não bastou ampliar a faixa etária de rastreio e melhorar o acesso à mamografia. A mesma realidade levou a outro questionamento: de que adiantaria a mulher ter em mãos uma mamografia, inconcluindo ou indicador de problemas vários, se não pudesse continuar tratamento? A solução encontrada demonstrou ser simples, mas onerosa: era necessário, em alguns casos, que a mamografia inconclusa tivesse um exame complementar de ultrassom. Novamente, o Governo de Minas decidiu por custear com recursos próprios os exames de ultrassom quando necessários.

Tratamento em até 30 dias


E, ainda, quando confirmado o diagnóstico, passou a oferecer o tratamento em até 30 dias em um dos 32 Centros de Alta Complexidade em Oncologia instalados no Estado. A cada um desses serviços referenciados, o Governo de Minas passou a pagar R$ 1.000,00 por cada paciente atendida dentro do prazo de até 30 dias.


Mamógrafos Móveis


Para ampliar a área de abrangência dos mamógrafos, a SES/MG adquiriu 10 Unidades Móveis de Mamografia que passaram a percorrer as regiões com baixa cobertura de mamografia.


Call Center


Aliado a tudo isso, a SES/MG implantou um Call Center (155),  ferramenta importante para o êxito esperado pelo programa. Por meio dele, as atendentes passaram a acompanhar todas as etapas do tratamento das pacientes, incluse com busca ativa de pacientes com mamografia que detectaram a presença de tumores, diminuindo, desta forma, o alto índice de absenteísmo e abandono do tratamento por parte das pacientes.

A doença em números


Estimativas mundiais do projeto Globocan 2012, da Organização Mundial da Saúde (OMS),  apontam que o câncer continuará aumentando nos países em desenvolvimento e crescerá ainda mais em países desenvolvidos se medidas preventivas não forem amplamente aplicadas.

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Cerca de 1,67 milhões de casos novos dessa neoplasia foram esperados para o ano de 2012, em todo o mundo, o que representa 25% de todos os tipos de câncer diagnosticados nas mulheres. Suas taxas de incidência variam entre as diferentes regiões do mundo, com as maiores taxas em 2012 na Europa Ocidental (96/ 100 mil) e as menores taxas na África Central e na Ásia Oriental (27/ 100 mil).


Nos últimos 40 anos, a sobrevida vem aumentando nos países desenvolvidos e, atualmente, é de 85% em cinco anos, enquanto, nos países em desenvolvimento, permanece com valores entre 50% e 60%. O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas para o ano de 2012. É a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento.

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama são bem conhecidos, como: envelhecimento, fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher, história familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo, exposição à radiação ionizante e alta densidade do tecido mamário (razão entre o tecido glandular e o tecido adiposo da mama).

Em 2030, a carga global será de 21,4 milhões de casos novos de câncer e 13,2 milhões de mortes por câncer, em consequência do crescimento e do envelhecimento da população, bem como da redução na mortalidade infantil e nas mortes por doenças infecciosas em países em desenvolvimento.
 
 
 

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